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Mas tu vai sozinha?

“Tu não tem medo de viajar sozinha?”, “Nossa, viajar sozinha deve ser um tédio”, “Guria, tu é doida de viajar sozinha, né?”, “Por que tu vai sozinha?”. Ouço as mesmas coisas, todos os anos, desde o dia que resolvi conhecer o mundo. Viajo desde que decidi fazer intercâmbio aos 18 anos e conto com orgulho que dos 32 países em que já estive, 17 deles eu estava sozinha. A verdade é que, de tempos em tempos, eu sinto a necessidade de curtir a minha própria companhia. Nem sempre em outro país ou estado. Nem sempre em um lugar novo. É apenas algo que faço por mim e por mais ninguém.

As almas que se cruzam mundo afora

Eles me estenderam a mão. Mal sabem que fizeram com que eu me conectasse com o país, com a cultura, com a alma deles. Eles não fazem ideia a diferença que um sorriso em meio à multidão faz, quando se está sozinho. Tampouco tem a noção do medo que passei para enfrentar alguns desses desafios por conta própria, e quão acolhedor foi ter recebido ajuda de completos desconhecidos. Mal sabem que dividir o peso da mala, tão somente faz bem para a coluna, mas também para o coração. E como é bom ser acolhida, de braços abertos, longe de casa.