5 livros inspiradores para quem ama viajar

Existem livros que vão muito além de entretenimento. Eles nos fazem refletir sobre quem somos, despertando o desejo de conhecer novos lugares, de compartilhar experiências, motivando-nos a explorar nossos próprios limites. A viver com mais verdade, intensidade e a estar próximo de uma vida mais plena.

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Eu só ando por dentro de mim; se fui em outro lugar foi para me ver. Manoel de Barros

Pensando nisso, confira a seguir 5 livros inspiradores à todas as almas itinerantes que buscam autodescobertas:

On the Road

Jack Kerouac

De acordo com a primeira versão publicada, On the Road foi escrito por Jack Kerouac em apenas três semanas, a base de benzedrina – uma droga estimulante. Considerado a ‘’Bíblia dos Hippies’’, o livro influenciou Bob Dylan a fugir de casa e Jim Morrison a fundar The Doors. Contribuiu também para a formação do movimento Beat, originado em meados dos anos 50. Do qual, jovens intelectuais tinham como objetivo se expressar livremente, escrevendo compulsivamente,  geralmente movidos por álcool, drogas, sexo e jazz. A obra é narrada por Sal Paradise, um aspirante a escritor, que certo dia conhece Dean Moriarty, um jovem andarilho que compartilha do mesmo amor por literatura e vontade de correr o mundo. Sal e Dean se tornam grandes amigos e decidem cruzar os Estados Unidos de carro, conhecendo os mais diversos tipos de lugares e pessoas. On the Road marcou uma geração, e continua até hoje sendo o tipo de história que inspira todos aqueles que possuem espirito aventureiro.

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Mapa das viagens de Jack Kerouac e seu amigo Cassady, que serviram de inspiração para On the Road

Devorei o livro em apenas dois dias e não recomendo que faça o mesmo.  Apesar de cansativa, a obra é incrível. Portanto, leia com calma! Saboreie! Jack Kerouac possuía um fluxo de pensamento extremamente caótico, e se o leitor não parar para respirar, muito provavelmente – assim como eu – se sentirá exausto ao terminá-lo.

Mundo por Terra – Uma fascinante volta ao mundo de carro

Roy Rudnick e Michelle Weiss

O livro é narrado por Roy Rudnick, que inspirado por uma conversa com um desconhecido em Curitiba, decide não adiar mais seus planos e sonhos, convencendo sua namorada Michelle Weiss a largar tudo para viajar de carro pelo mundo. Após um planejamento minucioso, desde o roteiro até a reforma do carro, o casal segue rumo ao desconhecido por quase três anos, conhecendo 60 países. O relato nos faz sentir como se estivéssemos dentro do carro, conhecendo os costumes, a cultura e cada pedacinho dos lugares que eles visitam.

Para quem tiver interesse em continuar acompanhando o casal após a leitura, Roy e Michelle possuem um site no qual compartilham suas viagens, histórias e fotografias incríveis. Confira:  http://www.mundoporterra.com.br/

A Volta ao Mundo em Oitenta Dias

Júlio Verne

Um dos grandes clássicos da literatura mundial, publicado pela primeira vez em 1873. A história narra a vida pacata de Phileas Fogg, um cavalheiro inglês, culto, rico, que possui uma rotina regrada e sistemática. Um belo dia, motivado por uma aposta no Reform-Club, – ambiente destinado a nobres cavalheiros da sociedade inglesa – é desafiado por seus amigos a dar a volta ao mundo em nada menos que 80 dias. Sendo que o menor dos atrasos colocaria a perder toda sua fortuna. Dando início a jornada, Sr. Fogg parte naquela mesma noite, levando consigo seu novo criado, Passepartout. A obra aborda um tema bastante recorrente na vida de muitas pessoas: A monotonia, o estilo de vida mecânico, o medo de tudo que é novo e a falta de iniciativa e coragem até para tomar as decisões mais simples do cotidiano. Júlio Verne nos proporciona ricas referências da época, descrições detalhadas de lugares, personagens carismáticos e envolventes. Uma aventura narrada com senso de humor, cheia de reviravoltas, suspense, um final nem um pouco previsível e extremamente bem elaborado.

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Roteiro de Phileas Fogg

A Volta ao Mundo em 80 dias é o meu livro favorito de Júlio Verne.  Caso queiram tornar a experiência ainda mais rica, sugiro buscar ao longo da leitura os conceitos básicos de geografia, como a compreensão de coordenadas. Acompanhar a viagem consultando o mapa do mundo nesta minha última releitura acabou tonando a história muito mais interessante.

Mar sem Fim

Amyr Klink

No dia 31 de outubro de 1998, Amyr Klink deixa sua mulher e filhas, partindo de Paraty rumo à viagem da qual sabia que seria o maior projeto sua vida. A primeira volta ao mundo, sozinho em alto mar, circunavegando a Antártica por 141 dias. Um percurso considerado o mais perigoso e jamais feito antes por nenhum outro navegador, desafiador mesmo com os equipamentos mais sofisticados de navegação. Após diversos obstáculos e uma tempestade que parecia não ter fim, Amyr consegue concluir seu objetivo com sucesso.  Entre os temas abordados estão a solidão, o medo e a resiliência. Nenhum deles tornou o relato tão inspirador para mim, quanto o foco e a força de vontade do autor.

Um homem precisa viajar, por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros e tevês, precisa viajar, por si, com os olhos e pés, para entender o que é seu. Amyr Klink

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Rota da circunavegação feita por Amyr Klink

Na Natureza Selvagem

John Krakauer

O livro surgiu em decorrência a uma reportagem que o jornalista John Krakauer escreveu para uma revista em 1992, sobre um jovem de 24 anos, encontrado morto no Alasca dentro de um ônibus enferrujado. O jovem, Christopher McCandless nasceu em uma família rica e teve uma criação privilegiada. No entanto, desde muito cedo já se mostrava fora dos padrões impostos pela sociedade de consumo norte-americana. Após realizar o sonho de seu pai, em vê-lo formado em Direito, Chris decide abandonar sua família, doar todo seu dinheiro à uma instituição de caridade, mudar de nome e seguir sozinho para o Alasca. A narrativa aborda temas como: as consequências do abuso familiar, a relação com a natureza e a reflexão de o que é a liberdade e qual seria o seu preço. Sobre estar sozinho, mas não pela perspectiva da solidão que nos remete a tristeza, e sim, do ponto de vista da solitude, e o prazer da própria companhia.  A paz de espírito quando descobre-se que está tudo bem em ser exatamente quem você é.

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Chris McCandless se despedindo, em sua última foto sob o céu do Alasca

…estava em paz, sereno como um monge que se entrega a Deus. John Krakauer

De todos citados na lista, Na Natureza Selvagem foi o livro que mais abalou com o meu emocional.  Para mergulhar de cabeça na leitura, indico fortemente que leia ao som da trilha sonora incrível do filme, composta por Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam. Confira: https://youtu.be/KQBnBDH8sI8

2 comments

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    • Patrícia Carneiro

      Muito obrigada pelas palavras, Jhenny! Dei uma passadinha na sua página também e fiquei encantada! Quero muito continuar acompanhando seu conteúdo!
      Um beijo ❤

      Curtir

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